Bacom, Descartes, Kant realizaram o esforço, mas ainda não haviam resolvido o “problema” da subjetividade quando Comte instituiu a sua Filosofia Positiva. A sensação até então, é a de que um pêndulo pairava sobre as ciências e em seus polos encontravam-se a objetividade e a subjetividade. O que Comte não percebeu é que ao instituir a concepção da própria palavra que dá sentido à sua filosofia (positivo), ele agitava ainda mais este pêndulo, ao dividir a comunidade científica em ciências do real, da utilidade, da certeza e da precisão, e em ciências do quimérico, do ocioso, da indecisão e do vago. O presente trabalho pretende realizar uma análise singela dos conceitos de positivo proposto por Comte (1976) a luz do trabalho de Demo (2011), debatendo as consequências principais da proposta positivista para os estudos em ciências sociais. Quando Kant escreveu Crítica da razão pura na segunda metade do século XVIII, descreveu a ciência como um campo de batalha ao diagnosticar...
O objetivo deste paper é iniciar um debate sobre a crise da estrutura do paradigma vigente nas ciências e perspectivas para os estudos em Administração. Inicia-se explanando sobre o paradigma da ciência moderna, delimitando seus postulados. Segue-se introduzindo a ideia de Latour (1994) sobre a inexistência da modernidade, quando este aborda que a ciência jamais foi moderna, pois sua assimetria impediu seu desenvolvimento, e sua constituição permanece contraditória (humanismo, não humanidade e Deus fora do jogo) por ser de criação conjunta, mas receber tratamento separado. Demo (1985) é citado para reafirmar a ideia de Latour (1994). Inclui-se a análise da consequência da ciência moderna nos estudos organizacionais e debate-se perspectivas de superação da dicotomia entre objetividade e subjetividade à luz da proposta de aplicação da epistemologia simétrica nos estudos organizacionais. O fechamento ocorre na sequencia, finalizando com ...