Bacom, Descartes, Kant realizaram o esforço, mas ainda não haviam resolvido o “problema” da subjetividade quando Comte instituiu a sua Filosofia Positiva. A sensação até então, é a de que um pêndulo pairava sobre as ciências e em seus polos encontravam-se a objetividade e a subjetividade. O que Comte não percebeu é que ao instituir a concepção da própria palavra que dá sentido à sua filosofia (positivo), ele agitava ainda mais este pêndulo, ao dividir a comunidade científica em ciências do real, da utilidade, da certeza e da precisão, e em ciências do quimérico, do ocioso, da indecisão e do vago. O presente trabalho pretende realizar uma análise singela dos conceitos de positivo proposto por Comte (1976) a luz do trabalho de Demo (2011), debatendo as consequências principais da proposta positivista para os estudos em ciências sociais. Quando Kant escreveu Crítica da razão pura na segunda metade do século XVIII, descreveu a ciência como um campo de batalha ao diagnosticar...